A vida-morte como ritual cotidiano

reflexões teológicas e sociorreligiosas em tempos de pandemia

Palabras clave: Morte;, vida;, Osmair Candido;, ritos fúnebres;, ser finito e ser eterno

Resumen

Neste artigo, refletimos sobre a vida-morte como ritual cotidiano frente à COVID-19. Na metodologia, delineamos uma pesquisa qualitativa, historiobiográfica, que reuniu os escritos de Edith Stein, Dulce Critelli e a narrativa de Osmair Cândido. Interessou-nos o modo como a filosofia alemã ajuda Cândido no enfretamento dos horrores da pandemia, como tirar o caixão de um filho das mãos da mãe ou enterrar doze pessoas no mesmo dia, sem ritos fúnebres. Perpendicular à parede que lhe surge, desvela-se outra, amparando os cadáveres por ele empilhados. Cândido confessa sentar-se à margem de tudo, à beira do mundo, onde até Deus termina.

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Publicado
2022-01-31
Cómo citar
Peretti, C., dos Santos Mendes, E., & Cardoso Ribeiro, E. (2022). A vida-morte como ritual cotidiano. Siwô’ Revista De Teología/Revista De Estudios Sociorreligiosos, 15(1), 9-31. https://doi.org/10.15359/siwo.15-1.2
Sección
Artículos