Existe um sujeito político dos feminismos e das mulheres que lutam?
DOI:
https://doi.org/10.15359/rGFD.2-2.21154Palavras-chave:
sujeito político, feminismos, mulheres que lutam, movimentos antissistêmicosResumo
Propongo seguir a ideia de sujeito político, pensando-o como uma pluralidade de sujeitos que, embora diversos e posicionados de maneira distinta na ordem social, constroem um objetivo comum: a base de sua “sujetividade”. Retomo o conceito de sujetividade do filósofo equatoriano-mexicano Bolívar Echeverría (2001), que o concebe vinculado à politicidade como condição do sujeito social que, todavia, para se desdobrar como “sujeito político”, deve reunir certas características, tanto de consciência quanto de prática, ou seja, a sujetividade do sujeito social está relacionada à sua práxis. Entendo que esta última se constitui na luta e, nesse sentido, as lutas podem ser diversas, porém possuem um objetivo comum, como nos lembra Angela Davis. Aproximo-me da questão do sujeito político não no abstrato, mas elaborando um diagnóstico do presente. Considero imprescindível a contextualização do tempo e do espaço do sujeito, pois é daí que se origina sua diversidade, simultaneamente à sua comunhão. Após o diagnóstico que nos situa no atual, passaremos a reconhecer uma série de conceitos que o pensamento crítico feminista desenvolveu para dar conta da diversidade de sua sujetividade. Com isso, pretendo redefinir o que entendemos por feminismo, libertá-lo das amarras do gênero e situá-lo como uma crítica cultural contrassistêmica (Millán, 2018).
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