O percurso escrito da observação no estágio supervisionado à sua leitura no curso de Letras

  • Luana Clementino Chalegre Universidade de São Paulo
Palabras clave: estágio supervisionado, observação, dados, diários, relatórios e curso de Letras

Resumen

O presente artigo busca verificar o modo como ocorre o registro ao longo do estágio supervisionado e mapear os pontos nos quais os licenciandos têm dificuldades em transmitir por escrito o que observaram em sala, nos diários de campo e relatórios de estágio. Enfatizamos a importância do registro do estágio supervisionado, e é preciso, para isso, contar com o planejamento de como ocorrerá o estágio, ou seja, ele não deve ocorrer espontaneamente, pois tal processo refletirá na formação reflexiva do futuro docente. Nesta empreitada, é de suma relevância o registro escrito, para que se organize o pensamento e, portanto, que os acontecimentos não se percam, obtendo-se, assim, dados de maior consistência, o que possibilita um diário de campo e um relatório mais fidedignos. De fato, não é uma atividade fácil observar e registrar, pois esta atividade envolve e exige resistência e insistência, na busca de um texto coerente com as experiências vividas em sala de aula. O presente trabalho vem sendo desenvolvido na Iniciação Científica e está inserido no projeto “A escrita sobre as práticas de ensino em licenciaturas do Brasil, da Costa Rica e de Honduras: registro, análise e produção de conhecimento” (Chamada Universal MCTI/CNPq Nº 14/2014).

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Biografía del autor/a

Luana Clementino Chalegre, Universidade de São Paulo

Mestranda em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), no Programa de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa, sob a linha de pesquisa “Linguística textual e Teorias do Discurso no Português”. Graduada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e Licenciada em Português pela Faculdade de Educação (FE), da Universidade de São Paulo (USP). Desde março de 2015, é um dos integrantes do projeto “A escrita sobre as práticas de ensino em licenciaturas do Brasil, da Costa Rica e de Honduras: registro, análise e produção de conhecimento” (Chamada Universal MCTI/CNPq Nº 14/2014). Realizou iniciação científica na Faculdade de Educação, sob a orientação do Prof. Dr. Valdir Heitor Barzotto (barzotto@usp.br) entre março de 2015 a fevereiro de 2016, com o projeto “O registro escrito no estágio supervisionado no curso de Letras: as invisibilidades nos diários e relatórios”

Citas

André, M. E. D. A. de. (2008). Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus.
_____. (1997a). Avanços no conhecimento etnográfico da escola. In: FAZENDA, Ivani (Org.). A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento. 2. ed. Campinas: Papirus.
Angrosino, M.; FLICK, U. (Coord.). (2009). Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed.
Barzotto, V. H. (2014). Leitura, escrita e pesquisa em letras: análise do discurso em textos acadêmicos. Campinas, SP: Mercado de letras.
Brasil. (2006). Trabalhando com a educação de jovens e adultos – Observação e registro. Brasília: MEC/SECAD.
Fiorentini e Lorenzato. (2006). Investigação em Educação Matemática: percursos teóricos e metodológicos. Campinas, São Paulo: Autores Associados.
Foucault, M. (2009). O que é um autor? Lisboa: Passagens.
Freire, P. (1996). Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.
Hammersley, M.; Atkinson, P. (1994). Etnografía: métodos de investigación. Barcelona: Paidós.
Leite, L. C. M. (1993). O foco narrativo (ou A polêmica em torno da ilusão). São Paulo: Ática.
Lima, M. C. (2000). Ensino com pesquisa: uma revolução silenciosa. São Paulo: M. C. Lima.
Lüdke, M. André, M.E.D.A. (1986). Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU.
Matos, C. L. G. de. (2001). A abordagem etnográfica na investigação científica. UERJ. Disponível em: http// www.ines.org.br
Nunes, B. (2000) O tempo na narrativa. São Paulo: Ática.
Possenti, S. (2009). O dado dado e o dado dado. In: Os limites do discurso: ensaios sobre discurso e sujeito. São Paulo: Parábola.
Reis, P. Observação de aulas e avaliação do desempenho docente. Disponível em: http://www.ccap.min-edu.pt/docs/Caderno_CCAP_2-Observacao.pdf
RiolfI, C. R., Barzotto, V. H. (Org.). (2014) Dezescrita. São Paulo: Paulistana.
Riolfi, C. R. (2010) Desafios na formação de professores de língua portuguesa in: Formação de professor de língua portuguesa: quando a linguagem e o ensino se encontram – Antonio Paulino de Sousa, Valdir Heitor Barzotto, Maria Lúcia Pessoa Sampaio (orgs.) – São Paulo: Paulistana (CAPES).
Vasconcelos, R. N. (2003). O sentido e o significado do registro para o professor e a professora. Educação em Foco (Belo Horizonte. 1996), Belo Horizonte, n.7, pp. 70-73.
Zaidan, S. e Tomaz, V. S. (org.). (2012) APEM – Análise da Prática e Estágio de Matemática. Disponível em: http://www.mat.ufmg.br/ead/acervo/livros/Analise%20da%20Pratica%20e%20Estagio%20 de%20Matematica.pdf
Publicado
2020-12-16
Cómo citar
Clementino Chalegre, L. (2020). O percurso escrito da observação no estágio supervisionado à sua leitura no curso de Letras. Revista Ensayos Pedagógicos, 143-165. https://doi.org/10.15359/rep.esp-20-1.7

Comentarios (ver términos de uso)