CRIMINALIDADE VIOLENTA NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA

  • Maria Clélia Lustosa Costa UFC.
  • Fabiano Lucas Freitas Geografia UFC.
Palabras clave: violência, metrópole, desigualdade socioespacial.

Resumen

A RMF configura-se, no começo do século XXI, como espaço da riqueza e da miséria. O crescimento econômico verificado não foi acompanhado de distribuição de renda, sendo a desigualdade social uma de suas características. As mudanças socioeconômicas ampliaram o número de pessoas vulneráveis a exclusão e a violência. Este artigo visa analisar, com base nos dados de projeção populacional do IBGE e do DATASUS, a distribuição e evolução das taxas de criminalidade violenta na RMF no período de 1998 a 2004, destacando-se os aspectos gênero e faixa etária. A criminalidade que era maior na capital se espalha para outros municípios da RMF. Em 1998, Fortaleza tinha o maior índice de violência (19,60/100.000 hab). Em 2004, cai para o 4º lugar, sendo ultrapassado por Caucaia (34,41) e Maracanaú (34,73), municípios com mais de 100 mil habitantes e Itaitinga (31,44), com 31.107 habitantes, concentrador dos presídios do Ceará. A criminalidade violenta é maior nos municípios industrializados, com menores áreas, maior densidade populacional e PIB (Maracanaú, Eusébio e Pacatuba). A desigualdade também se expressa no gênero. A violência atinge mais de 15 vezes mais os homens do que as mulheres. Na década de 1990, a criminalidade se apresentava maior na faixa etária de 15 a 34 anos, no entanto, nos anos 2000, ocorreu um alargamento da criminalidade para outras faixas etárias.

Biografía del autor

Maria Clélia Lustosa Costa, UFC.
Professora UFC.
Fabiano Lucas Freitas, Geografia UFC.
Mestre em Geografia UFC.
Cómo citar
Lustosa Costa, M., & Freitas, F. (1). CRIMINALIDADE VIOLENTA NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA. Revista Geográfica De América Central, 2(47E). Recuperado a partir de https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/geografica/article/view/2123