A EDUCACÃO VISUAL DOS MAPAS

  • Wenceslao Machado de Oliveira Jr Faculdade de Educação/Unicamp. Brasil
Palabras clave: educação visual, mapa, política

Resumen

Tendo como eixo as palavras de Massey (2008) de que os “mapas atuais do tipo ocidental dão a impressão de que o espaço é uma superfície” e assumindo com esta autora a necessidade de combater esta imaginação espacial, toma-se os mapas como obras políticas, como gestos na cultura. Gesto sendo “a escolha de uma forma cultural” – filme, mapa, romance, artigo – para apreender a realidade e apreender transformando a realidade apreendida em “uma obra que funciona como a realidade pretendida” (Omar, 1997). Realidade entendida “como resultado do cruzamento de múltiplas imagens” (Vattimo, 1992), como ficção que tem efeito de verdade (Pellejero, 2009). Como exemplo desta perspectiva aponta-se a franca hegemonia dos mapas políticos do Brasil nas escolas brasileiras como gesto-estratégia que torna os alunos reféns de uma única maneira de imaginar o espaço, a saber, a maneira com que o Estado o imagina e nele exerce seu poder: a maneira político-administrativa, que visa apagar a co-existência de trajetórias conexas e desconexas num só tempo-espaço. Paralelamente aponta-se o artifício da palavra – e da idéia de – representação de tornar aquilo que é um gesto cultural em uma manifestação da realidade por si mesma, retirando-o da política.

Biografía del autor/a

Wenceslao Machado de Oliveira Jr, Faculdade de Educação/Unicamp. Brasil
Professor no Departamento de Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte Pesquisador no Laboratório de Estudos Audiovisuais-OLHO. Faculdade de Educação/Unicamp. Brasil
Cómo citar
Machado de Oliveira Jr, W. (1). A EDUCACÃO VISUAL DOS MAPAS. Revista Geográfica De América Central, 2(47E). Recuperado a partir de https://www.revistas.una.ac.cr/index.php/geografica/article/view/2613